terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O que acontece quando as emoções ficam guardadas

É bem comum durante um trabalho corporal, de um momento para o outro emergir um choro profundo, daqueles em que as lágrimas teimosas rolam sem controle nenhum... Sai aquele soluço que parecia estar bem guardado há tempos. Ou uma coceira doida que deixa a pessoa desconcertada e explicando que aquilo não era habitual... Emergir memórias ou emoções é uma forma importante de liberação emocional do nosso sistema.

Tudo o que acontece conosco fica registrado em algum canto energético do nosso ser. E como nosso amigo Einstein já veio nos explicar, matéria é feita de energia, portanto reverbera no corpo físico, que sabido que é nos dá sinais que chamamos de sintomas.

O artigo abaixo nos mostra um mapa de como essas emoções guardadas se manifestam em formas de desarmonia e desequilibram nossa saúde.

O que está dentro é como o que está fora. Ainda bem, né? Este é um nível de comunicação muito apurado e nos conduz ao autoconhecimento e autocura, uma vez que o padrão pode ser reconhecido e trabalhado.

Pois bem, aí mais uma ferramenta de autonomia: a autocura.

Por todas as nossas relações!

Maiana


O que acontece quando nossas emoções ficam guardadas no corpo

Artigo Original de Kate Bartolotta em The Good Men Project
Tradução Livre por Anne Rammi
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Nunca é tarde demais para prestar atenção nas emoções não expressadas que arquivamos no corpo, que se manifestam através de dores, desconforto e tensões.
Quando olhamos para a linguagem que usamos para falar das nossas reações emocionais, normalmente existe uma sensação física associada a elas: um caroço na garganta, borboletas no estômago, falta de ar, o peso do mundo nos ombros. Isso não é mera coincidência. Essas reações viscerais são mensagens do nosso corpo.
Chamamos de "conexão entre mente e corpo". Essas reações são associadas com o uso da mente - através de pensamentos positivos - para ajudar a melhorar o estado geral do corpo, sua imunidade e provocar sensação de bem estar. Embora usar a mente para atingir o corpo seja extremamente útil e preciso, não podemos ignorar que nosso corpo pode também ser uma forma de acessar e tratar nossas emoções mais escondidas.
A maioria de nós pode se lembrar de um tempo quando expressar uma emoção era desencorajado pelos adultos que nos cercavam. Pais ainda dizem para as crianças que "sejam valentes", ou "engulam o choro". Ou ainda diminuem suas sensações de dor com o clássico "não foi nada". Nossos corpos simplesmente gravam aquilo que acontece com nossas emoções - mesmo que tenhamos sido convencidos intelectualmente a lidar com elas, ou a ignorá-las. O impacto físico e emocional de dores e sentimentos não expressados é algo que perdura. Fica marcado.
Abaixo há uma ilustração de padrões típicos de emoções guardadas no corpo, reconhecidas pelas entidades de trabalhos corporais. Cada pessoa desenvolve também seus padrões individuais, mas esses são alguns dos padrões mias comuns:

Nossos corpos sabem das coisas que nossas mentes gostariam de se livrar. Das coisas que estão esquecidas em algum nível de consciência, estão sempre presentes concretamente no corpo. A boa notícia é que nunca é tarde para acessar esses assuntos, e que os resultados de um olhar para o corpo, podem afetar tanto o plano físico como o mental e emocional.

Alguns passos que você pode dar para liberar emoções mal resolvidas:
1) Encontre uma atividade física diária que você goste. Perceba, não se trata de "faça exercício". Cuidar do corpo é importante, mas a intenção aqui é ser feliz, através do olhar para o corpo. Portanto tem que ser alguma atividade que amamos fazer. É interessante também que seja algo que acalme um pouco a mente. Muitas pessoas encontram na ioga, nas corridas e outras atividades do gênero esse componente meditativo. Pode ser simplesmente uma caminhada silenciosa de dez minutos, onde você pode prestar atenção na sua respiração e outras sensações corporais.

2) Receber algum trabalho corporal com frequencia. Massagens terapeuticas são uma das formas mais efetivas de se liberar emoções guardadas. Quando alguém trabalha nos nódulos do pescoço, onde guardamos estresse e raiva por tanto tempo, as emoções começam a vir à tona. É comum ver clientes chorando nas mesas dos massagistas. É importante somente lembrar que os profissionais de terapias corporais não são psicoterapeutas, portanto são tidos como agentes auxiliares para liberar as emoções e iniciar o processo de cura, individual de cada um, que pode necessitar em outro momento de ajuda de outros profissionais.

3) Fazer do toque parte integrante de nossos relacionamentos primários. Isso soa simples, óbvio até. Mas infelizmente podemos nos deixar levar pela cultura do "não-me-toque". Menos e menos das nossas interações diárias envolvem o toque. Na medida que apoiamos nossas estratégias de comunicação nas mídias sociais e demais tecnologias, nossos relacionamentos tem menos contato corpo a corpo do que precisamos. Encoste nas pessoas, nos braços ou ombros, quando fala com elas. Cumprimente os amigos com um abraço. Vá jogar basquete com os amigos, ao invés de assistir na TV. Quando começarmos a compreender que não somos mentes presas dentro de um corpo, e sim mente e corpo atuando em perfeita harmonia, podemos começar a curar velhas feridas de uma forma mais profunda e duradora.

Fonte: http://www.redeubuntu.com.br

3 comentários:

Anônimo disse...

Lembrando que Psicoterapeutas podem trabalhar com terapias corporais sim, algumas abordagens como a Analítica de Jung dá muita ênfase ao corporal e utilizam principalmente técnicas como a de Petho Sándor, conhecida como calatonia.

Eliane Ortiz de Moreira disse...

Quando eu reprimia sentimentos de qualquer área do meu corpo, e não falava o que precisava por pra fora, eu tinha a sensação de que, meu coração estava sendo esmagado. Indo no medico e fazendo exames em geral, acabei estacionando no cardiologista chegando ao extremo de fazer um cateterismo e descobrir que ao sofrer por amor não correspondido,e passar muito nervoso, e não desabafar. Algumas artérias do meu coração se contraiam e por isso a sensação do coração sendo esmagado. Então pra continuar viva, eu tive que mudar meu jeito de ser, sempre compreensiva, não discordava de nada, aceitava tudo quieta. Mudei, comecei a questionar, a conversar sobre o que eu acho que esta errado. Hoje em dia não sinto mais a sensação de aperto no coração.

Banca da Cultura Sustentável disse...

Oi Eliane! Gratidão por compartilhar sua vivência. As vezes temos que ir longe para encontrar as coisas que estão bem pertinho, né? São aprendizados muito importantes estes.
Sobre o comentário sobre psicoterapeutas, o texto diz algo do tipo: Embora que os terapeutas corporais não sejam psicoterapeutas eles trabalham com técnicas de liberação emocional, ou seja, não diz o inverso. A respeito das abordagens em psicoterapia que trabalham corpo, gostaria de citar também a bioenergética e pathwork, entre muitas outras... Cada vez mais a integração mente-corpo acontece, esse é mesmo o caminho da união... Namaste!